quinta-feira, 30 de junho de 2011

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quarta-feira, 29 de junho de 2011


Efeitos da abstinência de álcool

     As etapas iniciais da síndrome de abstinência de álcool caracterizam-se por estado de ansiedade, afetividade negativa, insônia, depressão e sensação de “craving” ou fissura.
     Dentre elas, provavelmente, a fissura é a sensação de maior relevância, tornando as etapas iniciais da abstinência as de maior vulnerabilidade à recaída ao uso de álcool.
     Dentre inúmeros estímulos, a sensação de fissura pode ser desencadeada por estresse e exposição a situações associadas ao uso de álcool.
     Atualmente, não se sabe se há diferenças fisiológicas e emocionais entre a fissura induzida por estresse e a fissura induzida por situações ligadas ao uso de álcool, de tal forma que seu esclarecimento possibilitaria a compreensão de como a dependência de álcool afeta a psicopatologia da fissura, auxiliando no desenvolvimento de estratégias de tratamento ao alcoolismo.
     Desse estudo participaram 20 sujeitos, abstinentes da dependência de álcool - 18 homens e 2 mulheres, que buscaram por tratamento. Antes de iniciada a intervenção, todos os participantes estavam, pelo menos, 28 dias abstinentes. Após 2 semanas de internação, os participantes foram questionados a respeito da situação mais estressante de suas vidas, de situações que facilitassem o uso de álcool - ex.: estar num bar e presenciar outras pessoas bebendo, e, finalmente, uma situação neutra e relaxante que não estivesse associada ao uso de álcool e tampouco de outras drogas.
     As três situações foram registradas na forma de roteiro e apresentadas, auditivamente, aos participantes, sendo convidados a reviver tais situações - “imagery test”. Cada situação foi individualmente revivida, cada qual durante um dia.
     Como foram empregadas três situações diferentes, foram realizados três dias de intervenção, durante os quais os participantes foram avaliados em termos de pressão sanguínea, freqüência cardíaca, estado emocional (afeto positivo, negativo e estado de ansiedade), sensação de fissura e concentração do cortisol salivar (medida da resposta do eixo HPA). Todas as variáveis foram mensuradas nos 5 minutos prévios à intervenção, durante a mesma e 15, 30, 45, 60 e 75 minutos após.
     Os participantes consumiam álcool, em média, por 18,1 anos. Conforme os autores, entre os participantes, o tipo de teste influenciou as medidas de ansiedade, fissura e afetividade. Em relação à situação neutra, a fissura e a ansiedade foram mais intensas durante o teste que envolvia as situações relacionadas ao uso de álcool, enquanto que os sentimentos de raiva, tristeza e medo foram mais intensos na situação de estresse, acompanhados de diminuição marcante da sensação de alegria (afeto positivo).
     As diferenças entre as situações surgiram, principalmente, no tempo 0, ou seja, durante o teste propriamente dito, porém, as mudanças quanto aos estados de fissura e ansiedade estenderam-se após seu término, sugerindo que para tais variáveis, os participantes necessitavam de maior período de tempo para se recuperarem.
     Não foram encontradas mudanças quanto à freqüência cardíaca, mas a pressão sanguínea foi mais elevada durante o teste de estresse. Já o nível de cortisol salivar foi maior ao teste que envolvia situação de exposição ao álcool.
     Conforme os autores, entre sujeitos dependentes de álcool e abstinentes, a fissura pode ser deflagrada por estresse e exposição a situações que estejam de alguma maneira, associadas ao uso de álcool. Uma vez deflagrada, a fissura é acompanhada por afeto negativo, piora do afeto positivo e, finalmente, aumento do alerta fisiológico, seja por aumento da pressão sanguínea, seja por aumento do nível de cortisol salivar.
     Em vista desses resultados, sugere-se que os correlatos neurofisiológicos e emocionais subjacentes à sensação de fissura sejam distinguidos conforme a natureza do estímulo que a deflagre, caracterizando a fissura como um fenômeno multifacetado, de variados mecanismos psicobiológicos.
     Como o estresse e a exposição ao uso de álcool têm sido identificados como situações perigosas à recaída de uso e como estímulo ao uso entre bebedores sociais, maior número de estudos são necessários para que a fissura e seus fatores desencadeantes sejam analisados, possibilitando o desenvolvimento de intervenções clínicas e farmacológicas específicas aos componentes de recompensa e de angústia associados à fissura.

Aumentam licenças por dependência

     A cada três horas, uma pessoa é afastada do trabalho para tratar a dependência química no País, revela relatório do Ministério da Previdência Social.
     Apenas em janeiro deste ano, foram concedidas 2.506 licenças, por mais de 15 dias, para dependentes do consumo de álcool, maconha, cocaína, anfetamina.
     O número reflete apenas uma das faces da influência das drogas no mercado de trabalho, já que expressa o problema só entre os que têm carteira assinada no Brasil.
Os dados mostram ainda que a dependência está em alta entre empreendedores, médicos, advogados, economistas, lixeiros, professores, funcionários públicos, todos do grupo cada vez mais amplificado nas estatísticas de transtornos de saúde desencadeados pelo uso de entorpecentes.
Enquanto no ano passado os peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concederam 31.721 afastamentos para funcionários dependentes, em 2007 foram 27.517 licenças, o que indica um aumento de 15%.
"O aumento nos números é multifatorial", avalia o médico Jarbas Simas, presidente da Sociedade Paulista de Perícias Médicas.
"De uma maneira geral, a crise pela qual passa a sociedade, a econômica inclusive, está levando o ser humano a procurar rotas de fuga e isso reflete em maiores índices da dependência química.
Por outro lado, os métodos de diagnósticos, o controle das empresas com relação aos funcionários dependentes e a conscientização de que o assunto deve ser tratado como doença, também foi ampliado, o que influencia no aumento", afirma Simas.

  
  


terça-feira, 28 de junho de 2011


INTRODUÇÃO
Podemos dizer que o alcoolismo tornou-se uma sombra em nossa sociedade. As transformações culturais de 20 anos atrás, ao mesmo tempo em que reforçam a derrubada de tabus e preconceitos, tiveram também o poder de produzir e prolongar a existência do alcoolismo.Após leituras e análises, percebemos que a expectativa das pessoas em relação ao ato de beber é um dos fatores psicológicos que desempenham importante papel de desenvolvimento do hábito, seja qual for a personalidade.Experiências complexas e detalhadas demonstram-nos que os efeitos que as pessoas esperam da bebida nem sempre coincidem com seu verdadeiro efeito orgânico.
Com base em estudos e pesquisas realizadas, analisamos que as pessoas têm intensas expectativas quanto ao ato de beber, tornando-se mais vulneráveis a desenvolver problemas com o álcool. A crise econômica, o desemprego, os problemas emocionais, entre outros fatores, têm levadom intensas expectativas quanto ao ato de beber, tornando-se mais vulnerram da bebida nem sempre coincidem com seu verdadeiro ef um número cada vez maior de pessoas a se refugiarem no álcool. O alcoolismo é considerado, na atualidade, um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo. O álcool é uma droga socialmente permitida, sendo seus benefícios e danos ao organismo, fatores a serem discutidos, onde cabe a cada um a sua influência ou não. Portanto, para a realização deste trabalho, procuramos nos referir ao alcoolismo como uma doença com a qual muitos convivem, porém, poucas pessoas conhecem. O objetivo dessa pesquisa é apresentar o alcoolismo, considerando os riscos que ele pode trazer à sociedade, tanto na desestruturação psíquica, como familiar.


BREVE PERSPECTIVA
No Brasil, os problemas relacionados com o abuso e dependência do álcool são cada vez mais objetivos de preocupação por parte das autoridades governamentais, profissionais de saúde, da educação e da família, em decorrência do crescente aumento do consumo pela população, atingindo, de forma indiscriminada, homens, mulheres, adolescentes e idosos, independentemente de classe social.A Nova Enciclopédia Barsa (2001), nos apresenta que as causas do alcoolismo podem ser esquematicamente divididas em: 1) ocasionais – quando determinadas pelo próprio meio ambiente; 2) secundárias – quando a ocorrência do hábito se faz após um transtorno mental, como a epilepsia e a arteriosclerose cerebral; 3) alcoolismo de causa psicopática – quando disposições caracterológicas congênitas facilitam o vício; 4) alcoolismo por conflituação neurótica – o desenvolvimento neurótico da personalidade é que vai condicionar o aparecimento do hábito.Segundo Losovski (1998, p. 65):O alcoolismo não atinge apenas um indivíduo, mas sim toda a família. O desajuste que provoca no lar, o drástico impacto na formação da personalidade dos filhos, mostra que nós não estamos diante de um indivíduo enfermo, mas de uma família que adoeceu e é ela em conjunto que deve ser recuperada.
Considerando a realidade cotidiana, podemos comprovar que os números de acidentes com vítimas fatais, ocasionadas pelo uso do álcool, têm aumentado, além do número de atropelamentos provocados por alcoolistas.


FATORES QUE INFLUENCIAM O CONSUMO DE ÁLCOOL
Observa-se que a família exerce, sem dúvida nenhuma, o papel mais importante na formação do caráter do indivíduo. O stress decorrente da competição, seja no setor profissional ou pessoal, o desemprego e problemas sentimentais, influenciam cada vez mais o consumo do álcool.Menna Barreto (1992, p. 114), ao relatar os aspectos do psiquismo do alcoolista, diz que:A conduta, o pensamento e os sintomas do alcoolista são dos mais pobres, tanto no delirium tremens, quanto nas formas delirantes crônicas, nos distúrbios do comportamento, na conduta cotidiana, nos lares um tanto ridículos de dignidade. Parece uniformizado e, ao contato do mesmo, descobrimos muito mais do alcoolismo do que o indivíduo.
Muitas vezes, os alcoólicos não deixam transparecer aos estranhos que estão alcoolizados. Já no ambiente familiar, quando sentem que há certo medo da família frente a sua pessoa, tornam-se cada vez mais competidores e agressivos, chegando, inclusive, a cenas de quebra-quebra e agressões físicas em que, nesses conflitos, geralmente a esposa é a principal vítima.


ORGANIÇÃO DOS ALCOLICOS ANÔNIMOS (AA)
Segundo a própria AA, ela foi fundada em 1935 e passou a desempenhar um papel crucial na aceitação do alcoolismo como uma doença. Como uma organização de ajuda, o AA foi formado para possibilitar e encorajar os alcoólatras a se auxiliarem mutuamente a fim de vencer o vício do álcool. A filosofia fundamental do AA é estabelecer que o alcoolismo é uma doença do corpo e da mente, não uma fraqueza mora, e que os alcoólatras precisam se abster completamente da bebida para conseguirem lidar com esta doença.É louvável a existência desta irmandade mundial de homens e mulheres alcoólatras, pois desempenham um trabalho extremamente eficiente. O grande desejo deste grupo de ajuda coletiva é de que todos aqueles que ainda não encontraram uma solução para seus problemas com a bebida, unem-se para que, juntos, alcancem o caminho para libertarem-se do vício.






http://www.webartigos.com/articles/10278/1/Alcoolismo-e-suas-Consequencias-no-Meio-Social/pagina1.html

quarta-feira, 22 de junho de 2011







Cocaetileno: um metabólito da associação cocaína e etanol


A cocaína, droga psicoestimulante, é usada freqüentemente em associação com outras drogas de abuso (álcool, heroína, sedativos, maconha, entre outras). Entre estas, o consumo simultâneo de cocaína e álcool tem aumentado significativamente nos últimos anos em todo o mundo. Com o objetivo de estudar a associação entre essas drogas, foi realizada uma pesquisa bibliográfica via Internet, utilizando programas de pesquisa científica (Pubmed e Lilacs), além de pesquisa em trabalhos relacionados ao assunto. A administração simultânea de cocaína e álcool apresenta alta toxicidade para o homem devido à formação de cocaetileno, um metabólito ativo da cocaína, formado na presença do etanol. O usuário de drogas utiliza essas associações para aumentar o quadro eufórico e diminuir o quadro psicomotor causado pelo álcool. Entretanto, o cocaetileno parece potencializar os efeitos da cocaína, principalmente nos sistemas cardiovascular e nervoso central (SNC). O mecanismo de ação do cocaetileno não está totalmente definido, mas parece agir sinergisticamente com a cocaína no bloqueio da recaptação de monoaminas, como dopamina, noradrenalina e, em menor extensão, serotonina. Assim, podemos concluir que essa associação produz uma taxa de maior letalidade, quando comparado ao uso isolado dessas drogas.